Novembro 2005
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   A cabeça do homem. O antro da perdição. Como livrar-se disso?

novembro 06, 2005


Era uma vez


Era uma vez um homem capitalista. Um homem capitalista num mundo nada socialista. Nem socializável. Era uma vez um porco capitalista. Com as mesmas características que o homem capitalista. Era uma vez uma criança que gostava de pensar. De filosofar. Era uma vez um mestre. Um mestre que ensinava a criança a pensar e a questionar. Era uma vez aulas produtivas. Aulas que faziam a criança questionar. Numa dessas aulas, o mestre solicitou para a criança que ela pensasse qual era a semelhança entre um homem e um porco. Depois de pensar bem, a criança concluiu que ambos não tem a plena consciência que são porcos. O mestre achou interessante, apesar de pessimista, a resposta daquela criança inocente. Não satisfeito perguntou qual era a diferença entre eles. A criança utilizou apenas diferenças físicas. O mestre admirou a perspicácia daquela criança. Mas não conseguiu esconder um pouco de frustração por esperar uma resposta a altura da anterior. A criança também notou isso e para ela mesma, não obteve uma resposta satisfatória.

Essa criança foi crescendo e foi se esquecendo de pensar. Foi se acostumando a viver como um acéfalo. Sem a principal característica do homem. A criança, agora não tão criança assim, estudou. Estudou, se formou, trabalhou, cresceu, namorou, enganou, mentiu, chorou, sorriu, conquistou, se exibiu. Como todas as pessoas normais fazem.

No meio da estória dessa criança, que agora cresceu, trabalhos surgiram. E o jovem, que não era mais uma criança, queria mostrar seu trabalho. Afinal, ele estudou, se formou, cresceu e agora quer ganhar dinheiro. Como todas as pessoas normais fazem. Um amigo desse jovem viu que ele queria trabalhar e ganhar dinheiro e o indicou para uma instituição para vender seu peixe. Seu produto, seu projeto.

O jovem, feliz da vida por ser indicado por alguém, foi a tal da instituição para ganhar dinheiro. Conversou com o manda-chuva que disse que podia começar a trabalhar. Mas que as questões financeiras resolvessem com o Diretor Financeiro.

Conversando com o Diretor Financeiro, o jovem fez um orçamento bastante justo. Levou em consideração que ainda não era profissional. Fez um precinho de estudante mesmo. O jovem pediu 20 moedas esterlinas, enquanto que no mercado cobrariam 50 moedas esterlinas. Mas para não perder essa oferta e para começar a construir seu perfil profissional, fez esse precinho. Porque é apenas um estudante querendo ajudar nas despesas de casa. 20 moedas esterlinas não é tão ruim assim. Tem gente que trabalha durante um mês para ganhar 3 moedas esterlinas.

Mas o Diretor Financeiro fez cara feia, chorou, esperneou. Aliás, fingiu. Usou toda sua experiência de negociante para escolher a melhor oferta para instituição – não, não. De jeito nenhum ele superfaturou as notas fiscais e os orçamentos para tirar seus honorários extras. Além de superfaturar, fez o jovenzinho, que parecia uma criança, receber apenas 12 moedas pelo seu trabalho que valia 50 moedas. O jovem ficou triste mas aceitou a proposta do Sr. Diretor Financeiro.

Saiu da sala de negociações pensando no seu mestre. Lembrou da aula do porco. E notou que a poucos segundos não sabia o quê estava diante dele. Pensou naquela resposta que deu para seu mestre. Mas os anos se passaram, e seu cérebro era cada vez menor. Sua idéias, não eram boas idéias. A única conclusão que chegou sobre a diferença entre homens e porcos é que estes se tratam como semelhantes. Ora um porco trata outro porco como um porco. Mas o homem trata outro homem como um porco.

* Meu pc estava em coma e eu estava sem net
** Um pouco atarefado.
*** Tentei fazer uma crônica, mas o texto acabou medíocre. Bem, não é meu forte fazer crônicas...
**** Pretendo atualizar o blog ainda esta semana.



Publicado por perdido.na.escuridao em 04:13 PM | Comentar (17)

outubro 27, 2005


Ilha das Flores



Clique para assistir

O documentário “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado produzido em 1989, é de uma rara profundidade que exprime toda a banalização a que foi submetida o ser humano, por mais racional que este seja. A lamentável condição de sub-existência dos habitantes da Ilha das Flores deixa as pessoas pasmas. A idéia do curta-metragem é mostrar o absurdo desta situação. Seres humanos que, numa escala de prioridade, estão depois dos porcos. Mulheres e crianças que, num tempo determinado de cinco minutos, garantem na sobra dos porcos (que por sua vez, alimentam-se da sobra de outros seres humanos com condições financeiras de escolher o alimento) sua alimentação diária.

Ilha das Flores é um falso documentário. Documentário porque todas as informações são reais (às vezes chega a ter um caráter didático), e falso porque segue a trajetória fictícia de um tomate: plantado, colhido, vendido a um supermercado, comprado por uma dona-de-casa, rejeitado na hora de fazer um molho para o almoço, jogado no lixo, levado para a Ilha das Flores, rejeitado pelos porcos, e finalmente, encontrado por uma criança com fome.

A desigualdade social e toda perversidade de um sistema são provocadas justamente por seres humanos que procuram viver em seus casulos de forma egocêntrica e egoísta, fingindo não ver a realidade da exploração do homem sobre o homem, esquecendo-se da solidariedade e afeto entre seus semelhantes. Daí a afirmação no início do filme da não-existência de Deus. Infelizmente, explorar a miséria humana faz parte desse sistema, faz parte do “progresso natural da sociedade”. Uma prova disso é que o diretor não precisava ir tão longe para ver a crueldade e a miséria do homem, bastava colocar uma câmera em sua janela de casa.

A noção de progresso é o anteparo usado pelo filme para estabelecer propositalmente uma relação insolúvel na sociedade capitalista. A capacidade criativa e o decorrente progresso são conjugados com os diversos aspectos que envolvem a vida em sociedade. O lixo é capaz de unir – e não separar como normalmente – a “parte limpa” com “a parte suja” do filme. Logo, confirma-se uma incompatibilidade entre progresso e desenvolvimento humano. O espectador sente o sabor da simples profundidade sugerida pelo filme. É uma provocação ao raciocínio social imediato, à propriedade privada, ao lucro, ao trabalho, à exploração, e a relação entre progresso criativo e, conseqüentemente, tecnológico (criação e evolução estão intimamente ligados) e desenvolvimento social e humano.

O curta-metragem deve ser para apreciação do cinema nacional como arte e fruição estética e não estagnar-se apenas como um belo filme do cinema brasileiro.

O documentário tem apenas 13 minutos. Recomendo que assistam, quem ainda não teve oportunidade de assistir.



Publicado por perdido.na.escuridao em 08:10 AM | Comentar (12)

outubro 13, 2005


Por que esse Referendo?


O Referendo do dia 23 vai decidir se a população civil (cidadãos de bem) poderá, ou não, ter o direito de comprar uma arma de fogo. Mas por que isso, agora? Talvez porque o governo, passando por uma das maiores crises políticas dos últimos anos, tenta tapar o sol com a peneira e enfia sem dó nem piedade (sem trocadilhos, por favor) esse ‘papinho’ na população de que “mesmo com uma enorme crise política, nunca - em toda a história desse país - o brasileiro exerceu tanto a democracia quanto agora”, como Lula adora dizer. Mas ainda não entendi esse tal de Referendo.

Alguém pode me dizer por que não fizeram ainda o plebiscito sobre a Alca? Sim, porque desde que o Tio Sam vem com essa ladainha de ‘fortalecer’ a América criando a Alca (não preciso nem dizer que é para enriquecer cada vez mais às custas dos subdesenvolvidos), uma grande parte da população ainda pede esse plebiscito. Mas, na hora de fazer ouvido de mercador (literalmente!), o governo num instante sabe. A política neoliberal continua a todo vapor!

E olha que para criticar o governo e dizer que esse Referendo não tem cabimento, nem vou usar uma ‘Teoria da Conspiração’ dizendo que o governo quer desarmar a população para depois impor o que tem vontade e dizimar os revoltosos, já que não teriam como se defender. Como Hitller fez na Alemanha com os judeus, depois de uma campanha de desarmamento da população civil. Poderia elaborar uma teoria dizendo que Lula quer desarmar a população e teria ajuda militar de Fidel e Chávez. Os bandidos do narcotráfico, do crime organizado seriam responsáveis de manter a ‘ordem no país’. Pegariam em armas, entrariam em contato secretamente com os principais grupos terroristas do globo. Por falar em Globo, esta seria a dona da maior empresa de segurança do país. Num mega-esquema com uma empresa de armas austríaca. Criariam propagandas tendenciosas pró-desarmamento para depois os cidadãos serem obrigados a contratar seguranças particulares. Os conspiradores começariam com o Brasil, depois tomariam a América do Sul, conseguiriam apoio da Coréia do Norte. Criariam um grande bloco comunista e estaríamos na Segunda Guerra Fria, com uma enorme coalizão ‘pró-terror’ contra os super-heróis da Marvel. Mas não vou criar essa teoria.

Sinceramente, alguém acredita que vai diminuir a violência com o desarmamento? Bandidos, teremos ‘aos montes’. Do mesmo jeito que sempre tivemos. “Oush rapaz, você é doido é? Vai diminuir sim, tem muito acidente com arma de fogo! Tem neguinho que fica puto numa briga puxa um três-oitão e mete bala em neguinho... Tem neguinho que bota um terceiro olho no meio da testa da mulher porque ela bota dois chifres na testa dele”. É meu amigo, é verdade. Mas quem mata por ciúme ou vingança, mata de qualquer jeito. Mata na faca, na porrada, na paulada, na pedrada... a arma que ele usa é um mero detalhe. O problema não está na arma de fogo, está no portador. “Mais e as crianças? Elas pegam armas do pai pra brincar e acabam se matando. Já vi um monte de caso que passou na Globo. E você sabe que a Globo não mente!” Displicência do pai, meu caro, displicência. Já vi ‘de cacho’ moleque morrendo intoxicado porque bebeu produtos de limpeza porque tinha umas cores bonitinhas, nem por isso os produtos foram proibidos. Nem veneno, nem faca de cozinha... Há sim lugares seguros para se guardar uma arma. A proibição da compra de armas de fogo, não vai desarmar bandido nenhum. Eles não compram armas em lojas, tampouco a principal fonte de armamento deles é o roubo de armas de homens de bem. Bandido de responsa, compra arma importada que nem polícia tem. Tem um arsenal bélico digno de Bin Laden. Dinheiro e poder conseguem através do tráfico. De drogas, de prostitutas, de muamba da boa... Pra quê essas pistolinhas de teco-teco que cidadão comum tem, se eles têm metralhadoras, granadas, fuzis e até bazucas?

Se tivéssemos uma polícia preparada, séria, neutra, poderíamos até pensar na remota hipótese de desarmar a população. Mas uma polícia corrupta e arrogante como a nossa não dá. Recentemente levaram milhões dentro da sede da PF, logo depois alguns quilos de cocaína... dá pra confiar? A polícia e o governo devem desarmar os bandidos e não a população.

E tem outra. Num é qualquer Zé Mané que vai chegar numa loja “ô moço, me dá aquela Desert Eagle. Quero ela porque vou treinar uns headshots.” Para isso que criaram o Estatuto de 2003. Tem vários empecilhos para se comprar uma arma de fogo.

Por isso que eu voto NÃO nesse tal de Referendo... Juro que eu pensava que o plebiscito sobre a Alca estava na frente da fila... E mais uma vez, somos obrigados a votar nesse enorme e maravilhoso país democrático!



Publicado por perdido.na.escuridao em 10:55 PM | Comentar (15)

outubro 04, 2005


Entrevista: senadora Heloísa Helena


HELOÍSA HELENA: GOVERNO LULA É MAIS QUE CONTINUÍSMO

Segundo a senadora, por ser um aprofundamento do projeto neoliberal proposto por FHC, o governo do PT não agrada à maioria da população

Por Emanuelle Vanderlei, Rafael Calheiros e Wellisson Vasco *

A senadora alagoana, que esteve recentemente em Maceió para participar de painel de abertura do 27º Enecom, aceitou, sem reservas, submeter-se a uma bateria de perguntas feita pelos três alunos do 3º ano diurno de Jornalismo que assinam a entrevista. Heloísa fez críticas ao governo Lula e ao PT, falou sobre o atual momento político do País, de seu futuro no P-SOL e de suas pretensões como candidata natural à presidência da República em 2006.

Vamos falar um pouco sobre o governo do Lula. Como a senadora analisa a atual crise do Governo?
Estamos (o P-SOL) defendendo a continuidade e o aprofundamento do processo investigatório. Se o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito apontar o envolvimento do presidente da República e, automaticamente, da linha sucessória, no caso da abertura de um processo de responsabilidade fiscal nem assumiria o vice e nenhum outro. Teria de ser realizado eleições indiretas convocadas pela Câmara. Constitucionalmente é assim. Ficam bradando que o sucessor seria o Severino (ex-presidente da Câmara) para que o povo diga em troca: Então que fique o Lula. No caso do impeachment do Collor, só assumiu o vice porque ele não estava no 3º ano de mandato. Mas eu acho muito difícil um impeachment acontecer porque, devido aos envolvidos, a chance de acontecer uma “operação abafa” é muito grande. Estão envolvidos toda a linha sucessória e mais da metade do Congresso Nacional. O que significa: uma estrutura corrupta abafando uma outra estrutura corrupta. A probabilidade de tudo isso dar em pizza é muito grande. O que não quer dizer não cassar ninguém. Pode-se escolher alguns para serem cassados. A CPI dos Correios mandou para a Comissão de Ética o nome de dezoito pessoas (maioria do PT), o que é insignificante diante dos envolvidos e beneficiários finais do mensalão. Essa parcela não é nada mesmo. Veja bem, vamos supor, o líder do PMDB recebeu R$ 4 milhões. Pra quem ele passou os R$ 4 milhões? Quando ele começar a dizer quais os senadores e deputados que receberam esse dinheiro... Todos os outros (líderes de partidos) a mesma coisa. Se alguém resolver dizer para quem repassou o dinheiro, a confusão vai ser muito maior. Acho que ninguém vai querer assumir sozinho, haja vista que recebeu para repassar para os parlamentares. Então toda a confusão vai começar agora a partir da Comissão de Ética, uma vez que aberto o processo, eles já não podem mais renunciar.

Então, senadora, mesmo com essa crise e todo esse quadro de corrupção, a senhora acredita que o presidente não estaria fadado ao impeachment?
Não. Porque o capital financeiro não quer. Os banqueiros nunca chafurdaram tanto na pocilga do capital com tanta desenvoltura como agora. Como o capital financeiro tem um pé no PT hoje, no governo Lula, e outro no PSDB, eles se completam. Cadê? Você vê alguém do PSDB falando em impeachment? Tem muitos interesses econômicos envolvidos. E muita gente. São dois anos e meio de um esquema como esse. Para cair era preciso que fosse uma pessoa muito ignorante e como o Lula não é; é uma pessoa brilhante, muito inteligente, capaz de conduzir com “mão de ferro” o PT, de dar grito no José Dirceu no Diretório Nacional...

Paralelo a essa crise, o Lula estaria fazendo um bom governo?
Faz um bom governo pro capital financeiro, pros banqueiros, pros grandes conglomerados financeiros. Pra maioria da população, não. Agora quem achava que Fernando Henrique fazia um bom governo, tem que dizer que Lula faz um bom governo realmente.

É um continuísmo?
É mais que um continuísmo, é um aprofundamento do projeto neoliberal. Claro que existem muitos aprendizes de Goebbels, publicitário de estimação de Hitler que dizia que uma mentira repetida várias vezes vira verdade. Daí todos os meios de comunicação começaram a falar: a política econômica cresce, há estabilidade econômica. A população de uma forma geral acaba achando que é isso mesmo, que tudo está muito bem. Todas essas coisas representam uma grande farsa. A não ser que eu e todos os militantes do PT tenhamos passado 25 anos, ou mentindo de forma descarada pra população dizendo que o governo FHC e o projeto neoliberal eram errados, ou éramos uma cambada de idiotas e incompetentes. Veja comigo, o Estado de Alagoas ter que admitir que o governo FHC conseguiu repassar mais dinheiro para cá do que agora no governo Lula... Como é que se agüenta uma coisa dessas? Todos os projetos de Alagoas estão parados. O único que andou foi o aeroporto e isso porque era dinheiro da Infraero, não do Executivo. Todos os projetos de saneamento, de abastecimento de água, de moradia popular estão paralisados desde o início do governo Lula. Todos os projetos de saneamento dos bairros pobres de Maceió, do complexo lagunar, do corredor turístico, os projetos de despoluição e revitalização do Rio São Francisco, todos parados. Três anos de conversa. Mas como a base de bajulação do governo Lula aqui no Estado também detém os meios de comunicação, aí mentem de forma descarada e deslavada e o povo acredita.

É possível, no sistema de governabilidade do País, governar sem fazer alianças?
Eu acho que é possível governar escolhendo as alianças certas e discutindo qual é o projeto. Primeiro se discute qual é o projeto que se quer para o Brasil e depois quais as alianças para viabilizar esse projeto. O que o governo Lula aprovou até agora? Porque ele não fez nem mesmo a Reforma da Previdência que a população queria. Ele fez o que o FHC estava fazendo, por isso que quem aprovou foi o PSDB e o PFL. Porque não precisa de maioria no Congresso para fazer educação, nem saúde, assistência social, reforma agrária, reforma urbana, segurança pública, geração de emprego e renda. Então para que se busca a maioria do Congresso Nacional? Por que Lula buscou essa grande articulação no Congresso Nacional? Porque ele iria colocar em prática um projeto que não era um projeto dele. Você precisa de maioria no Congresso Nacional para um motivo: quando se quer roubar e precisa do Congresso paralisado, omisso, cúmplice, roubando com você também ou permitindo que você roube sem vigilância, sem fiscalização. Nem acordos internacionais precisam do Congresso Nacional! O caminho mais prático e mais cômodo é realmente esse: entregar cargos de prestígio e poder a bandidos, se tornar bandido também e paralisar o Congresso Nacional. Esse é o caminho mais fácil porque você não precisa debater com a sociedade. Num sistema presidencialista o presidente tem poder imperial, a constituição dá ao presidente da república esse poder imperial. O presidente da República pode, se quiser, usar todos os dias meia hora no meio do Jornal Nacional (da Globo) pra falar com o povo, pra conversar com as pessoas pra explicar o que está acontecendo, pode fazer auditoria, pode fazer procedimento investigatório... Mas não faz. Para nós é uma tragédia. O governo Lula entregou um atestado de moralidade pública ao governo corrupto do Fernando Henrique. Por que ele não abriu uma auditoria, um procedimento investigatório?... Tudo o que nós dizíamos sobre corrupção nas privatizações, palavras ao vento. O governo Lula continuou os contratos feitos em nome do equilíbrio econômico financeiro dos contratos. Lula não fez nada. Hoje a Justiça, imagina a Justiça, também cheia de mazelas e defeitos, é quem está derrubando tarifas especialmente do setor elétrico espalhado pelo Brasil. O Governo, que tem poder imperial, que pode unilateralmente em nome do interesse público romper contratos, acaba ficando a reboque de uma coisa como essa.

Essa desvirtuação de tudo o que o PT pregava anteriormente foi fruto unicamente da influência das alianças?
Eu uma vez ouvi uma frase: “que o poder não muda as pessoas, o poder as revela”. Eu acho que o processo de degeneração, burocratização, já vinha há um tempo, mas nada que pudesse se assemelhar a essa coisa que nós estamos vivendo agora. Mas talvez a paixão tenha nos cegado a ponto de não conseguir identificar os mistérios sujos da alma de alguns.

O que o P-SOL traz de novo para o atual quadro político brasileiro? Quais as suas metas e pretensões para 2006?
O P-SOL nasceu de uma obrigação histórica. A partir do momento que o maior partido de esquerda da América Latina se transformou numa ferramenta da propaganda triunfalista do neoliberalismo, patrocinando, enquanto ação de Governo, tudo aquilo que a esquerda socialista democrática condenou ao longo da história além do aprofundamento do projeto neoliberal, a corrupção alastrada na máquina pública brasileira. Então, o P-SOL nasce com a obrigação histórica de ser um abrigo pra a esquerda socialista democrática que não se vende pra se lambuzar no banquete farto do poder. E, assim sendo, resgata todas as concepções ideológicas que foram acumuladas enquanto concepção econômica antagônica ao pensamento único, porque nós entendemos que é possível fazer um projeto de desenvolvimento econômico sustentável e inclusão social mesmo sob a hégide da globalização capitalista. Então, o P-SOL nasce por essa obrigação histórica e claro que nasce com muita alegria, foi uma verdadeira travessia no deserto fazer a legalização, estamos na fase final da legalização, mas encontramos muitos corações generosos, socialistas, muitas pessoas no Brasil todo que mesmo que não se identifiquem com o nosso programa provisório, com a nossa visão de mundo, mas achou que nós tínhamos o direito de existir enquanto partido político, então foi uma travessia no deserto, mas sempre encontrando muitos andarilhos, muitos caminhantes, muitos corações generosos e valentes. E o futuro pra 2006 nós vamos pensar com tranqüilidade, até porque em 2006 o P-SOL e outras forças dos movimentos sociais, outras forças políticas com certeza não ficarão diante do falso dilema entre os neoliberais do PSDB e os neoliberais do PT. Com certeza uma alternativa acontecerá e um nome será discutido com a serenidade que a complexidade do momento exige. O mais importante agora é discutir uma alternativa de justiça social para o Brasil e depois encontrar o nome que melhor se identifica com esse projeto.

ainda não é fato Heloísa Helena para presidente em 2006?
Não. Até porque nós temos que discutir o projeto, um projeto de justiça social para o Brasil e depois identificar qual o melhor nome a representar esse projeto. Claro que se eu fosse carreirista eu jamais assumiria uma tarefa de alta complexidade como esta, porque eu sei que é muito mais fácil pra mim ser candidata e ganhar a eleição aqui no Estado (Alagoas). E essa é uma tarefa muito difícil, com chances de vitória praticamente insignificante, mas se acaso haja a necessidade de que eu disponibilize meu nome, farei com muita alegria e valentia. Se ganhar a eleição vai ser bom para o Brasil, se perder eu vou voltar a dar aula e serei recebida com flores, beijos e bolo de chocolate. Então não vai ter nenhum problema pra mim. Mas a gente ainda tá pensando, pra ver discutindo coletivamente aqui em alagoas e com todos os organismos que foram criados no Brasil todo, não só do P-SOL, mas a esquerda socialista democrática. Estamos pensando o que é que nós vamos fazer.

* Estudantes de Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
** Agradecimentos especiais a Manu por ter conseguido um tempo e uma sala disponível na TV Alagoas para que a entrevista fosse realizada.
*** As fotos da entrevista estão aqui.
**** Desculpem pelo tamanho do post.



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setembro 23, 2005


Pensar


A principal característica do ser humano é a capacidade de pensar. Por que ele não usa com freqüência essa habilidade? As pessoas estudam, se preparam, fazem o vestibular, terminam uma faculdade, entram para o mercado de trabalho, aprendem conceitos técnicos, conseguem altos cargos, ganham muito dinheiro e esquecem de pensar, de viajar, de sonhar, de filosofar, de amar.

Fico triste de ter a consciência que também faço parte desse grupo de pessoas. A sociedade nos impõe determinadas tarefas que nos impedem de usar armas contra ela. A única arma que temos é a que ela nos permite ter. Aí fica difícil ter cinco pedras na mão para um exército armado até os dentes.

Gostaria de voltar a ser criança. A criança que está na porta da caverna vendo o mundo, sentindo o mundo, criando seu mundo. Ou indo para o mundo das idéias. A criança que tem a capacidade de sonhar, inventar, criar... Infelizmente, essa sensibilidade tende a baixar. Elas se tornam adolescentes, “ganham” a educação imposta pela sociedade, continuam crescendo, chegam à fase adulta e viram as costas para a porta e adentram na caverna. Sem uma tocha se quer. Quando deveria ser o contrário. Com o passar dos anos, o homem raciocinasse, criasse, pensasse. Que a luz surgisse na escuridão de seus pensamentos. Na escuridão da caverna. Mas o homem que tem que ir de encontro à luz. O homem que precisa sair da caverna. Os gênios que mudaram o mundo nada mais eram do que crianças crescidas. Viajaram até o mundo das idéias e trouxeram suas revoluções para o mundo dos mortais. O mundo sensitivo. O mundo da caverna. A importância de sair do mundo sensitivo para o mundo das idéias é fundamental para a evolução do homem. E raríssimos são os que têm essa sensibilidade. Só os gênios. Ou as crianças crescidas. Tudo o que a gente pensa, sabe, escreve, fala, tem referência com algo que alguém trouxe do mundo das idéias. Precisamos aprender a viajar para esse mundo. Aprender o caminho. Aprender a pescar. Gostaria de ter respostas.

Existem verdades absolutas? Existem! Se olharmos para as leis da natureza e para a matemática. São verdades que nunca serão mudadas, que sempre existiram e que sempre vão existir. Um cachorro sempre vai gerar um cachorro e nunca um peixe, por exemplo. Da mesma forma, 5 x 5 sempre será 25. Mas não existe verdade absoluta entre os homens. Entre sociedades. Entre idéias. Sempre haverá o conflito de idéias.



Publicado por perdido.na.escuridao em 03:21 PM | Comentar (5)

setembro 17, 2005


Mera retórica...


Um dia desses estava conversando com um amigo na praia sobre ‘pensamentos sócio-filosóficos’ e outras bobagens quaisquer. No auge da nossa discussão, uma polêmica surgiu: a invasão da mulher no mercado de trabalho.

Antes de expor o que pretendo lembremo-nos de tempos mais remotos: na Antigüidade as mulheres eram consideradas tão inferiores que as únicas tarefas concedidas a elas, eram cuidar do lar e criar os filhos. Na Idade Média eram autorizadas a sair do lar apenas para tornarem-se freiras ou para casarem (sem conhecer o marido), algumas mais ‘revolucionárias’ arriscavam a vida trabalhando no comércio ou sendo artesãs clandestinas. O Estado e a Igreja repudiavam qualquer participação da mulher que influenciasse de qualquer forma a ‘vida normal da sociedade’. Observem o quão limitada era a liberdade da mulher.

Assim o tempo foi passando e a mulher, aos poucos, conseguindo conquistar seu espaço. Aos poucos, pôde participar do comércio. Na Europa do século XIX ela começou a ter acesso aos estudos. Até que chega o século XX. Depois de ‘levar muitas cacetadas’, as mulheres decidem se organizarem. Reivindicam seus direitos, Brigam pelo seu espaço. Gritam para quem quiser ouvir: “Chega de ficar em casa cuidando de filho! Se eles podem, por que nós não podemos?”. Travam uma batalha duríssima com a sociedade e com o preconceito. Invadem as empresas, o comércio, os órgãos públicos. Desde os mais baixos aos mais altos cargos. Mesmo não recebendo tão bem quanto os homens. O papel começa a se inverter: homens em casa cozinhando e limpando o lar. Tomando conta dos filhos. As mulheres que passam o dia todo trabalhando. Aliás, é importante lembrar que hoje o número de mulheres empregadas é bem próximo de homens empregados.

A questão é: foi benéfica essa inversão de valores? Antes de criticarem, chamando-me de conservador, louco, machista ou outra tolice qualquer, quero que sigam meu raciocínio.

Com a mulher no mercado de trabalho, a concorrência dobrou e o número de vagas variou pouco. Logo, o número de desempregados teve um aumento exorbitante. Com o grande número de demanda por emprego a mão-de-obra torna-se barata (essa é equação simples de entender que qualquer pessoa com noções básicas de Economia pode explicar). Com a mão-de-obra barata, o salário conseguido pelo trabalhador não é suficiente para manter o lar e a família. Logo, outra pessoa da família é obrigada a arrumar um emprego para ajudar na baixa renda familiar. Isso influi diretamente na desarmonia da família. E exemplos ‘têm de cacho’. Hoje, não existe mais modelo de família, não há conversa com os filhos, nem reuniões familiares. Hoje é cada um no seu mundo dentro da própria casa. Pior é quando isso influi diretamente na formação de uma pessoa, dúvida? Veja como:

Quando a mulher e o marido estão no trabalho o dia todo para conseguir uma renda que seja suficiente para sobreviver, o filho fica em casa sozinho ou com uma pessoa desconhecida para criá-lo. Essa criança começa a aceitar os valores de outrem do que dos pais ausentes. Aí mora o perigo: quando uma criança cresce sem os cuidados dos pais e sem os valores por eles determinados, não sabe direito o que é certo e errado; e o que é ou não para fazer. Torna-se uma pessoa desconexa com a sociedade. Conseqüência: muitas vezes, essa pessoa se transforma em bandido ou assassino sem saber que faz algo criminoso ou hediondo, pois se torna um psicótico ou esquizofrênico (e não me venham com aquela história que isso é puramente genético). Isso no modo mais drástico e raro – não tão raro assim – pois os mais comuns são tão comuns que se tornaram normais. Filhos que não respeitam os pais, nem ninguém. Dizem que são ‘donos do próprio nariz’ e não precisam de ninguém para nada. Aí fazem o que querem na escola, na praia, na rua onde moram, na igreja ou no meio em que habitam, e não seguem regras que esses lugares exigem.

Mera retórica? Talvez. Mas é fato que com a ‘modernização’ da sociedade do século XX, nasceram problemas cada vez mais complexos envolvendo a família. Quase não existe mais modelo de família, tampouco valores familiares. Quando um filho rouba ou mata, boa parte da culpa é dos pais. Estes pensam que boa educação resume-se apenas a boas maneiras e uma boa escola. Quando pais irresponsáveis não cuidam da formação, mais tarde vão querer impor o que deveria, anteriormente, ter sido conquistado naturalmente com a conversa. Aí pode ser tarde demais.

E pensar que tudo isso teve suas raízes na independência da mulher, mera retórica...

Texto já escrito há algum tempo mas ainda não tive a oportunidade de publicá-lo aqui no blog.



Publicado por perdido.na.escuridao em 01:04 PM | Comentar (6)

agosto 23, 2005


O jornalismo no mundo digital


Talvez, a revolução mais anunciada no jornalismo, desde o começo dos anos 90, seja o jornalismo digital. Depois do fascínio seguido do fracasso no começo da década passada – onde a maioria das empresas de comunicação expandiu seus meios para a internet de uma forma pouco estudada – o jornalismo digital, ou webjornalismo, vem amadurecendo com o passar dos anos. O erro cometido, foi não perceber que o público da internet é diferenciado dos outros por ser mais crítico e por sentir a necessidade de interagir com a informação recebida – característica marcante do internauta. Depois do vislumbre que a internet trouxe com seu leque de possibilidades, é hora de pôr os pés no chão e trabalhar sério neste meio que ainda traz muitas possibilidades. Desta vez, pesando os prós e contras.

Analisando positivamente, temos oito principais características. A primeira delas é a velocidade da publicação de uma notícia: a partir do momento que o jornalista apura os fatos e prepara sua matéria, ele já pode publicar sua matéria imediatamente. Não precisa esperar a impressão de um jornal no dia seguinte ou o horário do telejornal. O que se ganha com isso? Referência, credibilidade e singularidade. Além da velocidade da informação, temos o custo. Enquanto se gasta rios de dinheiro por um horário na TV ou pela impressão nas gráficas, o custo para se publicar uma matéria na web é quase zero. Se for utilizar um domínio pago a média é de R$ 100 anuais! Talvez, o maior gasto seja na construção de um website. Um webdesigner cobra, em média, R$ 2000. Um enorme contraste em relação aos outros meios. Isso, sem falar das parcerias e patrocínios que diminui o custo ainda mais.

Outra vantagem do jornalismo digital é a liberdade jornalística. Tão sonhada por muitos: enquanto que os grandes meios midiáticos estão ligados a grandes empresários e até políticos, é comum – infelizmente – jornalista em tal meio não poder falar de político tal por não ter autorização. No jornalismo digital, isso ocorre com menos intensidade, visto que o custo não é alto e qualquer pessoa pode ter seu espaço na grande rede. Não existem grandes empresas monopolizadoras de informação. Interligada à liberdade jornalística está a democratização da informação: diante de um mundo globalizado, as notícias ocorrem a todo momento e em todo lugar. Não é possível para os jornalistas saber de tudo e informar a todos. A internet é o meio de comunicação mais democrático, pois qualquer pessoa pode informar a população. Uma prova disso foi o recente atentado terrorista a Londres. Fotos tiradas de celulares mostravam o exato momento da explosão das bombas e o corre-corre na luta da sobrevivência – o que nenhuma câmera cinematográfica de última geração pôde registrar. As notícias do atentado ficaram mais vivas (humanas) e ricas com os relatos de quem estava dentro do metrô. Essas pessoas publicaram seus relatos através de “blogs”. Centenas de “blogs” foram criados para mostrar os relatos para milhares de leitores em todo o mundo. Tudo isso em apenas algumas horas após o atentado. Não resta dúvida de que a apuração dos fatos nos grandes meios se deve, em boa parte, aos “blogs”, “vlogs” e “flogs”.

A interação com o leitor também é uma característica exclusiva da internet. Enquanto que na TV, rádio e jornais (os grandes meios, em geral) o recebimento da informação é unilateral. Do emissor para o receptor passivo. Na internet o leitor pode comentar a informação – participando ativamente – na mesma hora para futuros leitores: forma multilateral de interação.

Outra grande vantagem do jornalismo digital é o alcance da informação. Não é restrita apenas a determinada cidade, estado ou país. Está ao alcance de qualquer pessoa do globo em apenas alguns clicks. De forma barata, rápida e fácil.

Diante de tantas vantagens deste meio promissor, destaco a sétima, não menos importante, que é a facilidade de busca da informação. Ao invés de se procurar manualmente um assunto desejado – perdendo muito tempo – digita-se uma palavra-chave para busca do conteúdo e aparece uma lista de resultados. Além de se ter acesso a várias fontes. Por último a característica multimídia da internet. Rádio web, Tv web e jornal web já existem. Uma matéria migra de um meio para outro com facilidade. E para se ter acesso a eles basta um computador.

Mas nem só de vantagens vive o jornalismo digital. E crer nisso foi o erro de grandes empresas na década passada. A precipitação trouxe o receio de investimento na comunicação digital. Ora, se eu investi uma vez e não deu certo, por que investir de novo? Ao estudar os principais pontos negativos, pode-se ter uma resposta e evitar os erros do passado. Destaco sete pontos negativos do jornalismo digital.

O primeiro deles é o acesso: para o webleitor ainda é um acesso caro. O preço de um computador não é tão acessível ao consumidor. Mas a tendência é baixar. Como a televisão, o rádio e o telefone celular, este mais recente. Por ser um preço relativamente alto, seu público ainda é pequeno. É óbvio que ainda não é o ideal para se tornar popular. Mas, seu crescimento aumenta vertiginosamente.

Um argumento bastante pertinente entre os profissionais de comunicação é a banalização da informação e, conseqüentemente, do jornalismo. Se cada um tem possibilidade de informar, qual é a qualidade da informação? E a procedência? Se jornalistas passaram anos em cursos técnicos e faculdades para aprender a ser jornalista porque qualquer pessoa pode fazer esse papel? Que as grandes empresas que detém os meios de comunicação de massa são cruéis e voltadas para seus interesses, não há dúvida. Mas uma coisa é certa: age com ideais capitalistas. Qualidade do produto (informação) e os melhores vendedores (jornalistas). Ou seja, só há espaço para os melhores profissionais da área nos atuais meios de comunicação de massa, o que implica na melhor qualidade de informação. O que não acontece na comunicação digital.

Outro contra-argumento é a rejeição do público ao novo. Ainda temos uma grande parte de conservadores. São aqueles avessos aos avanços tecnológicos. Preferem ler seus jornais matinais e manter-se informado. A idéia de estar diante de uma máquina para lhe informar não lhe é agradável. O quinto argumento negativo é que a internet não é 100% gratuita. Além de se pagar uma taxa mensal alta para ter uma velocidade de conexão boa não se tem acesso a tudo. Infelizmente, há uma tendência de o gratuito ser cada vez mais restrito, obrigando o leitor a fazer mais assinaturas para ter mais acessos.

Há também o desconforto físico. Muitos reclamam de ler diante do monitor. Alegam que cansam a vista rapidamente e logo têm dores de cabeça. Enquanto que, ao se ler um jornal, por exemplo, a iluminação é natural e sadia, o monitor incide uma iluminação artificial e que causa danos à vista das pessoas. Isso é cientificamente provado. Existem monitores mais modernos que não prejudicam a visão, mas o custo ainda é muito alto.

E por último, o jornalismo digital não é usado como deveria por ainda estar “engatinhando” no Brasil. Confunde-se, facilmente, jornalismo digital com jornalismo on-line. Este é apenas reprodução de material impresso. Com textos longos e travados. Cheios de regras necessárias para a versão impressa. O jornalismo digital é mais dinâmico. Prático. O leitor da web quer ler o que lhe interessa de uma forma rápida e precisa. Não quer perder tempo com textos longos e rebuscados.

Analisar os prós e contras do jornalismo digital para se fazer um projeto com perspectiva de sucesso, é fundamental. Passado o tempo de incertezas e ciente dos erros cometidos, é hora de encarar o jornalismo digital como uma ferramenta poderosa e promissora. E para isso é preciso seriedade e responsabilidade. Talvez seja o fim do monopólio da palavra. Nunca o poder de informar foi tão democrático como é hoje. O jornalismo digital veio para impressionar, revolucionar e ficar. Alguém duvida?



Publicado por perdido.na.escuridao em 01:35 PM | Comentar (8)